domingo, 17 de dezembro de 2017

HADDAD À TV 247: LULA ESTÁ DISPOSTO A FAZER UM TERCEIRO MANDATO OUSADO

O professor Fernando Haddad, que foi prefeito de São Paulo e ministro da Educação, vê o Brasil numa encruzilhada, com dois caminhos distintos: a volta ao século 19, com retrocessos que incluem até o trabalho escravo, ou consolidação de uma nação soberana e democrática.
Em entrevista exclusiva à TV 247, aos jornalistas Leonardo Attuch, Gisele Federicce e Paulo Moreira Leite, ele aponta o golpe em três etapas.
– Já tivemos o afastamento de uma presidente sem crime de responsabilidade, há o risco agora de uma condenação sem provas do ex-presidente Lula e só falta agora o parlamentarismo sem plebiscito. É um golpe em três atos. Primeiro foi o escândalo do impeachment comprado pelo ex-presidente da Câmara, o Eduardo Cunha, que está preso. Agora, se tivermos essa condenação sem provas e uma mudança de regime de governo sem consulta popular, poderemos cair numa quadra histórica extremamente perigosa.
Haddad diz que a sentença condenatória do juiz Sergio Moro é extremamente frágil.
– Eu fui uma das poucas pessoas a ter paciência para ler a sentença desse malfadado triplex. E ela é muito frágil. Ela parte de vários pressupostos falsos: a de que o Lula trocaria seu apartamento pela cobertura, de que não pagaria a diferença e de que esse apartamento tenha alguma relação com a Petrobras. Tudo isso é falso.
O ex-prefeito aponta até o risco de que o Brasil mergulhe no que ele chama de "fundamentalismo mau-caráter".
– Estamos tendo retrocessos na cultura, invasão de universidades, condução coercitiva de reitor, museus sendo fechados, exposições interditadas. São vários sinais preocupantes. E por que eu vejo como fundamentalismo mau-caráter? Porque nem a base do fundamentalismo, que é a religião, ele tem. 
Atualmente, Haddad tem se dedicado a trabalhar no plano de governo do ex-presidente Lula e adianta que uma das prioridades será reconquistar a classe média.
– Estamos fazendo contas e será possível taxar os mais ricos e reduzir impostos da classe média. Nos dois governos Lula, houve uma gigantesca ascensão do mais pobres e também dos mais ricos. A classe média teve uma perda relativa de status, em relação aos que ascenderam. O que eu posso dizer é que o Lula está disposto a fazer um terceiro mandato ousado. Ele tem conversado com muita gente e ouvido muito. Ele não estaria disposto se não fosse para fazer um mandato ainda melhor do que os dois anteriores.
Sobre seu futuro política, ele nega que será candidato ao governo de São Paulo e afirma que o quadro paulista, no PT, já está definido, com as candidaturas de Luiz Marinho, ao governo estadual, e de Eduardo Suplicy, ao Senado.
Em relação ao caso UFMG, ele também aponta um ataque especulativo às universidades públicas, por trás das iniciativas recentes da Polícia Federal. Também no campo da educação, Haddad defendeu a federalização do ensino médio, proposta que foi levantada pelo ex-presidente Lula, na mais recente etapa de sua caravana.
Sobre seu sucessor João Doria, do PSDB, Haddad afirma que ele nunca quis ser realmente prefeito de São Paulo.
Sobre seu sucessor João Doria, do PSDB, Haddad afirma que ele nunca quis ser realmente prefeito de São Paulo.
Inscreva-se na TV 247 e confira a íntegra de sua entrevista:
Fonte: 247

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

CANDIDATURA DE LULA PERTENCE AO POVO BRASILEIRO, DIZ GLEISI


       Em nota divulgada na noite desta terça-feira, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann se manifestou sobre a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que marcou para o dia 24 de janeiro o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a condenação do juiz Sérgio Moro. 
A dirigente do PT destaca que Lula é o maior líder político do Brasil e que sua candidatura a presidente pertence ao povo brasileiro. "O processo contra Lula tem sido marcado por várias exceções ao estado de direito: a condução coercitiva, o vazamento de telefonemas com presidente Dilma, a condenação sem provas. Ao marcar o julgamento em prazos tão curtos, o TRF-4 age de forma no mínimo excepcional", diz. 
Gleisi voltou a afirmar que  Lula é inocente da condenação do juiz Sérgio Moro. "Diante das provas da inocência de Lula, só há uma decisão justa e legal para o caso: a revogação da sentença da primeira instância e a absolvição pelo TRF-4", afirma. 
"Os golpistas e seus aliados investem em saídas artificiais e antidemocráticas para impedir a volta de Lula ao governo. Se têm a expectativa ver Lula inelegível a partir do julgamento da apelação, enganam-se. Qualquer discussão ou questionamento sobre sua candidatura só se dera após o registro no Tribunal Superior Eleitoral, em agosto", acrescenta a senadora.
Fonte: 247

Poeta repentista Serra-Bentense Helânio Moreira por motivos de saúde decide largar os palcos das cantorias


É com imensa tristeza, que venho informar aos amigos e admiradores da cantoria, que minha carreira para por aqui. Infelizmente meus rins pararam de funcionar e estou sendo submetido ao tratamento de hemodiálise, por tempo indeterminado. Mas, grato a Deus por ter me proporcionado tantos momentos bons e ter feito amigos que terão minha gratidão pra o resto da minha vida. Pessoas maravilhosas que tive a honra de conhecer ao longo desses anos. Portanto, só agradeço agrade Deus e a vocês. Como diria o poeta: “foi bom enquanto durou." Vou me cuidar na esperança de reencontrá-los nas cantorias em um futuro breve. Disse
Fonte: http://www.oclicdanoticia.com.br

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

LULA: “PRECISAMOS DE MENOS FUZIL E MAIS EMPREGO”

Em discurso em Nova Iguaçu nesta quinta-feira 7, com a caravana que passa pelo Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula enalteceu fez uma crítica indireta, sem citar nomes, à foto postada pelo juiz da Lava Jato no Estado, Marcelo Bretas, em que ele posa segurando um fuzil.
"Ficam falando de armar a polícia. Não precisamos de mais armas. Precisamos de mais emprego, mais educação e salário maior", ressaltou.
Lula ressaltou que, durante seu governo, os menos favorecidos começaram a ter oportunidades, e por isso criou-se o discurso de ódio contra ele.
"Gente, eu não tenho diploma universitário, por que é que os doutores do lado de lá têm tanto medo de mim? Se juntem todos e vão disputar a eleição contra mim pra ver quem ganha", desafiou.
"Nós não nascemos para sermos tratados como pessoas de segunda classe. Queremos ser tratados em igualdade de condições", completou.
O ex-presidente voltou também a denunciar a perseguição judicial contra ele. "Investigaram o Geddel [ex-ministro de Temer] e encontraram malas de dinheiro. Foram na minha casa, viraram colchão, abriram televisão, exaustor. Acharam que iam achar dinheiro, ouro, joias. Não acharam nada e a única joia que acharam foi a joia de caráter".
"Eu tenho 9 processos. Talvez apareçam mais 9", colocou. Assista à íntegra do discurso:
Fonte: 247

FILHO DE BETINHO: MEU PAI, ELIS E HENFIL ESTÃO PUTOS

      
Filho do sociólogo Betinho, Daniel Souza se manifestou contra a Operação da Polícia Federal deflagrada na Universidade de Minas Gerais (UFMG), nomeada com o título de uma canção que virou hino contra a ditadura militar, "Esperança Equilibrista".
"Não bastasse a truculência da ação, batizá-la com o nome do hino dos exilados e da Anistia é, no mínimo, uma provocação cruel, e no máximo um insulto a todos os que enfrentaram a ditadura brasileira", diz Souza.
Betinho foi imortalizado na música como "o irmão do Henfil". Nesta quinta, o músico e compositor João Bosco, autor da música junto com o letrista Aldir Blanc, disse não autorizar "politicamente, o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental".
"Meu pai, a Elis e o Henfil não estão mais entre a gente, e onde quer que estejam, estão putos da vida", completou Daniel Souza. Leia abaixo sua mensagem sobre o assunto:

Tendo sido exilado, e filho do "irmão do Henfil", imortalizado na letra de João Bosco e Aldir Blanc, o Bêbado e a Equilibrista, causa repulsa saber que uma ação da Polícia Federal, que nada deixa a desejar às incursões do regime militar, foi batizada de "Esperança Equilibrista".
Não bastasse a truculência da ação, batizá-la com o nome do hino dos exilados e da Anistia é, no mínimo, uma provocação cruel, e no máximo um insulto a todos os que enfrentaram a ditadura brasileira.
Meu pai, a Elis e o Henfil não estão mais entre a gente, e onde quer que estejam, estão putos da vida.
Nós que aqui estamos, não vamos deixar barato nem vamos nos intimidar.
Vamos cair em cima deles "como um viaduto".
Daniel Souza
Fonte: 247

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

LULA MANDA RECADO AO MERCADO: “VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR”


Ricardo Stuckert
Durante o ato de lançamento da caravana no Espírito Santo, na noite desta segunda-feira 4, o ex-presidente Lula alertou o mercado que não adianta "ficar fazendo terrorismo" sobre sua possível vitória em 2018; "Porque 'ah, se o Lula ganhar o mercado vai ficar preocupado'. Olha, primeiro que eu não vou pedir voto para o mercado. O mercado vai precisar muito mais de mim do que eu dele", discursou; "Porque o mercado sabe que quando eu cheguei na presidência a gente devia R$ 30 bilhões pro FMI. Hoje tem reservas de mais de R$ 250 bilhões e o FMI é que deve dinheiro para nós. Eles sabem que criamos milhares de empregos com carteira assinada. Eles sabem que vão ter que me engolir", completou; Lula voltou a dizer que quer disputar com um candidato que tenha o "logotipo da Globo na testa"
Fonte: 247

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

GILMAR MANDA SOLTAR JACOB BARATA PELA TERCEIRA VEZ

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes voltou a determinar a soltura dos empresários Jacob Barata Filho, conhecido no Rio como "Rei do ônibus", e Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor, nesta sexta-feira 1º.

Os dois foram presos pela primeira vez em julho, na operação Ponto Final, um desdobramento da Lava Jato, e soltos duas vezes em agosto por Gilmar.
Barata foi padrinho de casamento da filha de Gilmar e, segundo o Ministério Público Federal, o ministro já recebeu flores do empresário. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot chegou a pedir sua suspeição no caso.
Apesar da proximidade, nunca se declarou suspeito.
Fonte: 247

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

"Classe média não terá nem plano de saúde e nem SUS"

 
 


A cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde, estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), será ampliada a partir de janeiro de 2018. A resolução, que inclui 18 novos procedimentos e a maior abrangência para outros sete, foi publicada no Diário Oficial da União.

A atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde acrescenta exames, terapias, cirurgias e medicamentos orais contra câncer. E, ainda, a primeira incorporação de medicamento para tratar esclerose múltipla. A lista de cobertura passa a valer em 2 de janeiro e atenderá 42,5 milhões de beneficiários que possuem planos de assistência médica e 22,6 milhões com planos exclusivamente odontológicos. Afirma-se que os planos de saúde terão, em 2018, mais garantias às empresas e novas burocracias aos usuários.

Essa, pelo menos, é a avaliação da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Tanto é que, segundo José Sestelo, vice-presidente da Abrasco, a proposta atende a interesses empresariais e dificulta o atendimento aos usuários. Isso, junto com o teto de gastos públicos, que limita recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), pode levar a uma grave crise no País. 

Para Sestelo, “a classe média não terá nem plano de saúde, nem SUS. Isso porque o plano de saúde bom vai ser caro, difícil de pagar, o plano barato vai ser insuficiente, e o sistema público estará sucateado. Então, no médio e talvez no curto prazo, teremos uma crise sanitária, uma crise assistencial de proporções gigantescas”.

De acordo com a proposta, juízes terão de consultar um profissional da saúde antes de obrigar a operadora a prestar o atendimento que havia negado ao beneficiário, com exceção de casos emergenciais. Quanto a próteses, órteses e equipamentos especiais, a operadora indicará três modelos. Hoje é definido direto pelo médico. Outra alteração determinante para usuários na última faixa etária, de 59 anos ou mais, é que o reajuste será dividido em cinco parcelas, pagas quando o beneficiário completar 59, 64, 69, 74 e 79 anos de idade.

A lei atual proíbe aumento a partir dos 60 anos. Na avaliação da Abrasco, as mudanças aumentam a burocracia e podem prejudicar o atendimento. A proposta também é criticada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). A estimativa é que há no Brasil 47,6 milhões de consumidores de planos de assistência médico-hospitalar individuais, familiares e coletivos.

Para as empresas, as principais mudanças são multas mais brandas e redução das garantias patrimoniais exigidas. As multas passarão a ser proporcionais à infração cometida e limitadas a 10 vezes o valor do procedimento questionado. Hoje, o valor varia de R$ 5 mil a R$ 1 milhão. Em 2016, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aplicou R$ 1,27 bilhão em multas às operadoras.

O faturamento das operadoras de planos de saúde aumentou 12,8%, para R$ 158,3 bilhões, em 2016. Os custos, por sua vez, cresceram 14,4%, para R$ 125,5 bilhões, segundo dados da ANS. O setor encerrou o ano passado com lucro de R$ 6,2 bilhões, crescimento de 70,6% quando comparado a 2015. O fato é que, desde algumas décadas, quem pode banca plano de saúde privado e desconta o custo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

Mas planos de saúde aumentarem valores na idade em que as pessoas mais precisam de cuidados médicos é doloroso. Há pessoas que contribuem desde os 40 anos, e não podem, agora, ser penalizadas. 


 Fonte: Jornal do Commércio

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Balão de ensaio Luciano Huck só serviu para revelar seu ego



Ao se transformar em mais um ex-candidato de 2018, Luciano Huck pediu ajuda à mitologia grega, comparando-se ao Ulysses da Odisseia, mas fez marketing político escancarado.
Fingindo desconhecer as responsabilidades de seu amigo Aécio Neves -- e de si próprio -- no golpe de abril de 2016, 
que está na origem do descalabro atual, no artigo no qual anuncia a decisão de sair da campanha Huck defende, como ideia central, a tese de que o Brasil "é um país à deriva".
Na verdade, em quatro quatro eleições presidenciais realizadas no país desde 2002, a maioria dos brasileiros deixou claro o que quer, aprovando um mesmo projeto político, de distribuição de renda, desenvolvimento econômico e soberania nacional.
As pesquisas indicam que pretendem repetir a dose em 2018, votando em Lula. A dúvida real é só uma: saber se as forças "à deriva" no respeito à democracia e às liberdades, em grande parte alinhadas no apoio a Huck, irão permitir ao povo votar no candidato de sua preferência.
Confira o comentário em vídeo:
Fonte: 247

ELEONORA MENICUCCI APOIA O 247: TRINCHEIRA CONTRA O ESTADO DE EXCEÇÃO


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

KÁTIA ABREU SOBRE EXPULSÃO DO PMDB: MINHA EXPULSÃO NÃO É PUNIÇÃO, É BIOGRAFIA

Jefferson Rudy/Agência Senado
Tocantins 247 - A senadora Kátia Abreu (sem partido-TO) mitou na noite desta quinta-feira 23 ao afirmar que sua expulsão do PMDB "não é punição, é biografia".
"Ficarei sem partido e vou conversar com a população do Tocantins e as lideranças sérias do país antes de decidir o que será melhor para o meu Estado e o Brasil", tuitou a parlamentar.
"A minha expulsão não é uma punição. É biografia. Lutei pela democracia no partido. Mas os corruptos venceram. Mas não por muito tempo.Vitoria de Pirro", postou ainda a senadora.
A punição veio da Comissão de Ética do PMDB, o mesmo partido que não tomou qualquer providência contra Eduardo Cunha, que governa o Brasil da cadeia, Geddel Vieira Lima, do bunker de R$ 51 milhões, e Henrique Alves, todos presos.
O motivo da saída: crítica de Kátia a Michel Temer, o primeiro ocupante da presidência da República a ser denunciado por corrupção na história do Brasil.
Confira nota divulgada pela senadora:
NOTA À IMPRENSA
A comissão de " ética " do PMDB decidiu pela minha expulsão do partido de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves.
Fui expulsa exatamente por não ter feito concessão à ética na política.
Fui expulsa por defender posições que desagradam ao governo.
Fui expulsa pois ousei dizer não a cargos, privilégios ou regalias do poder.
A mesma comissão de " ética " não ousou abrir processo contra membros do partido presos por corrupção e crimes contra o país.
Fiquei no PMDB e não saí como queriam. Fiquei e lutei pela independência de ideias e por acreditar que um partido deve ser um espaço plural de debates. A democracia não aceita a opressão.
Hoje os membros da comissão de " ética " imprimiram na história do partido que lutou contra a ditadura, a mácula do sectarismo e da falta de liberdade.
Sigo na luta política.
Sigo com Ética.
Sigo sem medo e firme nos meus propósitos, pois respeito minha família, respeito o povo do Tocantins e do Brasil, que ainda acreditam que esse país pode ser melhor.

Kátia Abreu
Senadora

Fonte 247

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Será o início da decadência do império da Globo?


Montagem: Mídia Ninja
 
 


Um império não acaba repentinamente. Vai perdendo o seu poder e sua credibilidade lentamente: É o caso das organizações Globo, o império midiático erguido durante a ditadura militar e que passa pelo pior momento de sua história.

O mais recente episódio envolvendo a emissora aconteceu nesta terça-feira, 14 de novembro, quando uma das testemunhas de acusação chamadas a depor no julgamento sobre o escândalo envolvendo a Fifa (e o pagamento de propinas e o direito de transmissão de jogos) citou a TV Globo como um dos grupos de mídia participantes do esquema.

O denunciante, Alejandro Buzarco, foi executivo da Torneos y Competencias SA, uma empresa de marketing esportivo argentina. Além de ter citado a Rede Globo, ele apontou como participantes do esquema com a Fifa a empresa esportiva brasileira Traffic, de J. Hawilla, a mexicana Televisa, a Fox, a Full Play da argentina e a Media Pro da Espanha.

A Globo está sendo acusada de pagar R$ 15 milhões de dólares (cerca de 50 milhões de reais) para conseguir o direito de transmissão das Copas de 2026 e 2030.

O valor teria sido pago ao dirigente esportivo Julio Grondona.

Todo esse processo começou em 2010, quando a BBC divulgou denúncias de corrupção envolvendo empresas de marketing esportivo e três dirigentes do Comitê Executivo da Fifa: Ricardo Teixeira, então presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Nicolas Leoz, presidente da Conmebol e Issa Hayatou. Naquele momento, a denúncia envolvia revenda de ingressos em várias edições da Copa do Mundo. Logo depois, em 2011, outra denúncia, desta vez do ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol, apontou que houve tentativa de suborno de Leoz e Teixeira em troca de votar na Inglaterra para sede da Copa de 2018.

Em 2012, a Fifa divulgou que a ISL pagou suborno a João Havelange, ex-presidente da FIFA, da CBD, e para seu genro Ricardo Teixeira, entre 1992 e 1997. Aí já se entrava na seara dos direitos de transmissão dos eventos. Três anos depois, o FBI prendeu 7 dirigentes da Fifa sob acusação de organização mafiosa, fraude maciça e lavagem de dinheiro. Entre eles, o presidente da CBF, José Maria Marin.

De lá para cá as investigações prosseguem nos Estados Unidos, mas no Brasil o caso seguiu abafado e estacionado até esta segunda-feira, 13, com cara de sexta-feira 13 para os Marinho.
A denúncia ganhou uma grande repercussão internacional e nacional, e não pôde ser ignorada pelo império dos Marinho. E o que parecia impossível foi ao ar no Jornal Nacional dos dias 14 e 15 de novembro de 2017: William Bonner foi obrigado a noticiar uma denúncia contra a Rede Globo. A “reportagem”, divulgada no JN, é desdobramento de uma decisão da direção da empresa de não ignorar o assunto como em outros episódios. O G1 e O Globo também já tinham divulgado a notícia.

A divulgação veio junto com uma nota explicativa, reafirmando o compromisso da Globo com a luta contra a corrupção.

A Globo não é mais a mesma. Vários fatores fazem com que o maior conglomerado de mídia do Brasil veja seu poder escorrer por entre os dados.

Isso não significa que ela não continue poderosa. Ela continua interferindo nos rumos do país, impondo padrões e fazendo política explorando um bem público – que são suas concessões de rádio e televisão – para defender os interesses de uma elite econômica venal.

O que mudou?

Dentre muitos elementos que contribuem para abalar o reinado dos Marinho, vou me deter em três particularmente:

1. A polarização política dos últimos anos fez com que a Rede Globo e seus outros veículos tirassem o véu que lhes dava alguma imagem de imparcialidade e neutralidade.

A Globo entrou de cabeça na disputa política e se colocou como oposição aos governos Lula e Dilma e às políticas de distribuição de renda, de promoção de igualdade, de desenvolvimento nacional, de inserção soberana do Brasil no cenário internacional. A Globo militou contra os BRIC’s, contra as cotas raciais nas universidades, contra o Bolsa Família, contra o Mais Médicos, contra o Sistema Único de Saúde, contra as conferências de participação social, contra a política de conteúdo nacional para a cadeia de Petróleo e Gás, entre outros.

A Globo foi a voz pública em defesa do Golpe revestido de impeachment, convocou passeatas e organizou baterias de panelas, criminalizou a esquerda e deu ampla vazão ao discurso de ódio na sociedade.

O argumento que eles utilizaram para justificar suas posições era o do combate à corrupção. A Globo passou a ser, em estreita aliança com o Ministério Público Federal e com a Operação Lava Jato, o principal arauto em defesa da moral, da luta contra os corruptos e da desconstrução do Estado.

Essa postura continha, e ainda contém, um grau importante de risco: a exposição do seu eu verdadeiro. A Globo se mostrou de forma mais explícita e isso fez com que parte da sociedade percebesse que muito do que a Globo faz e fala não tem nada de apuração, ou tratamento de fatos: é opinião, é campanha, é militância política.

Isso fica muito explícito se visto algumas posições recentes da empresa: o misancéne da inauguração do novo cenário do Jornal Nacional, a campanha institucional lançada há 3 semanas, o afastamento de Willian Waack e, agora, a veiculação das notícias de denúncias envolvendo a Globo.

A Globo denunciando a Globo. Em menos de uma semana a Globo teve que lançar duas notas para dar explicações à sociedade brasileira.

2. A Globo passa por graves dificuldades financeiras… e não é de hoje.

A empresa não conseguiu fazer uma boa transição do seu modelo de negócios em face do desenvolvimento das novas tecnologias de informação, e perdeu espaço para novos players de mercado. Mesmo que ainda abocanhe a maior parte das verbas publicitárias do governo e parte significativa do mercado, a migração de publicidade para outros veículos impacta na empresa. Um dos blogs que tem divulgado há anos essas dificuldades é O Cafezinho.

Em 2013 a Globo precisou pagar uma dívida com credores norte-americanos. Para isso, fez a emissão de bonds no valor de 825 milhões de dólares, contra os quais precisou pagar juros anualmente ou semestralmente. Os bancos responsáveis pela conversão da dívida da empresa em bonds foram o Santander, o Itaú e o Bank of America.

No balanço da Globo para 2016, um número que chama a atenção é a redução do ativo em caixa, de R$ 3 bilhões para R$ 990 milhões.

Também a disputa por direitos de transmissão de eventos esportivos estão no centro dessa crise. A “concorrência” com outras emissoras de tevê, a entrada de novos atores como o Esporte Interativo ou gigantes da internet transmitindo jogos ao vivo. A Globo perde espaço, receita e publicidade.

3. A ampliação do papel da mídia alternativa, comunitária, popular, independente; que amplifica notícias que eram historicamente invisibilizadas, mas que agora não podem mais ser ignoradas, e acabam pautando os meios hegemônicos.

É cedo para dizer quais serão os desdobramentos dessa crise envolvendo a Globo. Seria muito precipitado dizer que trata-se de um tiro de misericórdia no império midiático. Mas é sem dúvida um abalo importante na sua imagem, que pode provocar rachaduras estruturais no seu monopólio.
Vamos acompanhar as cenas dos próximos capítulos.

Fonte: http://www.vermelho.org.br

FAVORES DE TEMER PARA SHELL MOSTRAM QUE É DEVER TRAVAR MP ENTREGUISTA

Além de indignar os 200 milhões de brasileiros, a descoberta do pacote de favores prestados pelo governo Temer à Shell e outras empresas britânicas para facilitar ainda mais o domínio externo sobre as reservas do pré-sal ajuda a iluminar aspectos necessários a defesa dos interesses do país.
O benefício é jogar luzes sobre num debate que ocorre na surdina, no Congresso, que irá ter consequências -- um pouco mais, um pouco menos nefastas -- para o destino do país.
Neste momento, Temer tenta aprovar uma Medida Provisória, de número 795, que pretende escancarar o mercado brasileiro de máquinas e equipamentos para a indústria do petróleo. Num ponto que divide os parlamentares, empresários e demais setores interessados na preservação do que ainda sobrevive como parque industrial no país, a mudança prevista pela MP envolve a isenção de impostos para compras no exterior, criando um sistema com distorções bem conhecidas contra a indústria, o emprego e até as contas públicas.
Uma tragédia previsível desde que Temer organizou a entrega do pré-sal mas que agora começa a ser detalhada. Para começar, a MP coloca uma segunda pá de cal no regime de conteúdo local que protege a indústria, que passaria a enfrentar a concorrência de equipamentos e maquinas trazidas para cá sem pagamento de impostos -- muitas vezes, produzidas pelas próprias petroleiras estrangeiras. O passo seguinte implica na redução de empregos de qualidade, numa conjuntura que dispensa comentários.
Num momento em que o governo não para de ameaçar todo cidadão brasileiro com cortes em políticas públicas de interesse da população, a MP desmascara as verdadeiras prioridades. Se for aprovada, irá implicar num rombo tributário estimado em R$ 40 bilhões por ano -- quantia equivale a uma vez e meia os gastos com o Bolsa Família, por exemplo. Ou dois terços dos gastos com aposentadorias militares, excluídas do projeto de reforma da previdência. 
Deslocando-se em vários pontos do país para debater a MP 795, José Velloso, presidente da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) tem denunciado o artigo 5o. da MP porque "isenta os impostos de importação de qualquer bem para a indústria de exploração e produção de petróleo e isso vai prejudicar a indústria naval."
Pela emenda número 12, apresentada no Congresso pela bancada de parlamentares alinhados com a defesa da indústria, mantém-se a cobrança de impostos para os produtos importados quando existe similar nacional -- tratamento padrão, em todo o mundo, desde o surgimento dos Estados nacionais e da compreensão de que economias em graus diferenciados de desenvolvimento devem receber tratamentos diferenciados. "Dar tratamento igual para produto nacional e importado é beneficiar o importado", afirma Cesar Prata, diretor da ABIMAC.
Com a revelação do Guardian, apontando para um ambiente de promiscuidade incompatível com autoridades que tem a obrigação constitucional de zelar pela riqueza e pela soberania do país, a natureza vergonhosa das tratativas para entrega do pré-sal fica mais clara do que nunca. Consolida a visão de que tudo não passou de um caso clássico de "receptação de mercadoria roubada", traduzida como "receptação culposa" nos textos jurídicos, como define o professor Gilberto Bercovici, titular de Direito Econômico e Economia Política da Faculdade de Direito da USP. Para Bercovici, a venda do pré-sal ocorreu em condições tão absurdas como a venda de um relógio Rolex, na praça da Sé em São Paulo, "por um preço que não compatível com a normalidade do mercado nem por um vencedor autorizado".
Já era possível saber disso desde a venda do pré-Sal. As notícias recentes acrescentam um ambiente intolerável de falta de respeito pelas riquezas do país e pelo destino das próximas gerações. "Vamos voltar ao país anterior a Vargas e a Revolução de 1930", afirma Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia. 
Fonte: www.brasil247.com

QUATRO PARTIDOS SE LEVANTAM CONTRA O GOLPE PARLAMENTARISTA

Em nota conjunta, os presidentes de quatro partidos – Carlos Lupi, do PDT, Carlos Siqueira, do PSB, Gleisi Hoffmann, do PT, e Luciana Santos, do PCdoB – protestam contra a mais recente manobra para aprofundar o golpe de 2016, que é a colocação em pauta, pelo ministro Alexandre de Moraes, de uma discussão sobre uma eventual emenda parlamentarista no Supremo Tribunal Federal.
Se essa ideia vingar, a turma de Michel Temer poderá se perpetuar no poder, mesmo tendo 95% de rejeição dos brasileiros.
Confira abaixo:
NOTA DOS PARTIDOS POLÍTICOS
EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA SOBERANIA POPULAR

• A repentina inclusão, na pauta do STF, de uma ação para definir se o Congresso tem poderes para adotar o sistema parlamentarista, sem consultar a população em plebiscito, é o primeiro passo de mais um golpe contra a democracia e a soberania popular no país.
• Trata-se de um movimento acintosamente estimulado pelo governo golpista, para impedir que um presidente legitimamente eleito pelo povo assuma o governo com os plenos poderes previstos na Constituição, como foi decidido duas vezes em plebiscitos nacionais (1963 e 1993).
• Cientes de que não conseguirão se manter pelo voto popular, as forças que sustentam o governo golpista pretendem evitar, a qualquer custo, a retomada do processo democrático, para continuar implementando sua agenda de retrocessos, de retirada de direitos e de entrega do patrimônio nacional.
• É urgente denunciar e enfrentar mais este golpe, motivo pelo qual nossos partidos constituem uma Frente em Defesa da Democracia, com o objetivo de garantir eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas.
• Quem propõe a mudança do sistema de governo tem de enfrentar esse debate com o povo, por meio de plebiscito, e não por conchavos políticos e manobras judiciais.
• Só por meio de eleições livres e democráticas teremos um governo com a necessária legitimidade para superar a grave crise econômica, social e política em que o país se encontra, retomar o desenvolvimento com justiça social, a geração de empregos e a defesa do patrimônio nacional.
Carlos Lupi, presidente nacional do PDT
Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB
Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT
Luciana Santos, presidenta nacional do PCdoB

Fonte: www.brasil247.com

MALA DE DINHEIRO NÃO É PROVA CONTRA TEMER, DIZ NOVO CHEFE DA PF


O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, criticou a investigação da Procuradoria Geral da República sobre a prática de corrupção por parte de Michel Temer no caso da JBS.
"A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção", afirmou o chefe da PF em entrevista coletiva nesta segunda-feria, 20. 
A mala a que Segóvia se refere foi um dos pilares da denúncia oferecida pela PGR contra o presidente por corrupção passiva. A acusação foi barrada pela Câmara em agosto.
"É um ponto de interrogação que fica hoje no imaginário popular brasileiro e que poderia ser respondido se a investigação tivesse mais tempo", completou.
Temer foi denunciado por Rodrigo Janot, então procurador-geral, por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa em decorrência da delação de Joesley Batista.
Fonte: www.brasil247.com

domingo, 19 de novembro de 2017

Lula sobre pré-candidatura de Manuela: Vamos para a rua juntos



Richard Silva
 
 
























"Qualquer partido de esquerda que quiser lançar candidato, que lance. Agora, se tiverem coragem a gente vai pra rua junto", enfatizou Lula, reforçando que a candidatura de Manuela, como a de qualquer outro candidato é legítima. "Além disso, se não fosse a minha teimosia e a do PT, a gente nunca teria chegado à Presidência da República", destacou.

"Manuela, não pense que pelo fato de você ser pré-candidata, vai gerar alguma rusga entre mim e você ou o PCdoB. A única coisa que vocês poderão estranhar daqui pra frente, é um belo dia eu começar a ir nos comícios da Manuela", brincou.

Para ele, é preciso "pensar cada vez mais qual é a proposta que vamos fazer para a sociedade brasileira". "Uma campanha no atual momento tem que ter novos sonhos e vai ter mais credibilidade quem tem legado para defender. E o PT e o PCdoB tem legado para defender", frisou o ex-presidente.

Luciana Santos, presidente do PCdoB e deputada federal por Pernambuco, agradeceu a presença de Lula e destacou que ele é um aliado histórico do partido. "Garantir o direito da candidatura de Lula é defender a democracia. Estaremos juntos construindo saídas para o Brasil", declarou.

Para Manuela, a participação de Lula no ato foi a reafirmação da tese defendida pelo PCdoB. "Somos partidos diferentes e as candidaturas desses partidos são legítimas, mas temos muito em comum e construímos um passado comum de um Brasil mais desenvolvido do que o que nós vivemos agora", afirmou.

A presidente do PT e senadora Gleisi Hoffmann, que também compareceu ao ato, disse que o clima é de "resistência e de luta". 

"O PCdoB tem clareza do papel que representa nesse contexto da luta democrática. O que a gente sente é que a militância está muito aguerrida, com muita vontade de fazer o enfrentamento e isso é muito bom. E o lançamento da candidatura da Manuela também contribui para que a gente aprofunde o debate no nosso campo de esquerda. Tenho certeza que caminharemos juntos, independentemente das candidaturas, num projeto de defesa do nosso país e da nossa soberania. Literalmente juntos", frisou.

Ao iniciar o seu discurso, Lula fez questão de manifestar a gratidão pelo partido. "Desde a primeira campanha, em 89, a aliança que nós montamos com o PCdoB a partir da representatividade do companheiro João Amazonas, sempre nos honrou. Tanto honrou que a nossa aliança perdura há 30 anos", disse.

Para Lula, o governo Temer promove o desmonte do estado e classificando como "usurpadores". "Não tem compromisso com o povo. O compromisso deles é com o mercado", salientou. 

"Cheguei a sonhar que o Brasil hoje seria a 5ª maior economia do mundo. Estava tudo preparado. O Brasil era protagonista internacional. Era respeitado pelos EUA, pela Europa. Era querido pela África e América Latina e respeitado pela Rússia e pela China", lembrou Lula.

Lula frisou que o governo do golpe é "fraco". "A fraqueza dele faz com que se submeta aos interesses do mercado e atenda a tudo que eles pedem". disse. 

Lula denunciou que a reforma trabalhista e da tentativa de reforma da Previdência está acontecendo concomitantemente com o desmonte da Petrobras, que não é simplesmente uma indústria de petróleo, mas responsável pelo desenvolvimento do país. 


Do Portal Vermelho